domingo, 20 de janeiro de 2013

VÁRIOS TEXTOS COM AS HABILIDADES


                







D13. Identificar as marcas lingüísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto.

Texto 01 – Televisão

     Televisão é uma caixa de imagens que fazem barulho.
     Quando os adultos não querem ser incomodados, mandam as crianças ir assistir à televisão.
     O que eu gosto mais na televisão são os desenhos animados de bichos.
     Bicho imitando gente é muito mais engraçado do que gente imitando gente, como nas telenovelas.
     Não gosto muito de programas infantis com gente fingindo de criança.
     Em vez de ficar olhando essa gente brincar de mentira, prefiro ir brincar de verdade com meus amigos e amigas.
     Também os doces que aparecem anunciados na televisão não têm gosto de coisa alguma porque ninguém pode comer uma imagem.
     Já os doces que minha mãe faz e que eu como todo dia, esses sim, são gostosos.
     Conclusão: a vida fora da televisão é melhor do que dentro dela.
( J. P. Paes )
Questão: O trecho em que se percebe que o narrador é uma criança é:
a)    “Bicho imitando gente é muito mais engraçado do que gente imitando gente, como nas telenovelas.”
b)    “Em vez de ficar olhando essa gente brincar de mentira, prefiro ir brincar de verdade...”
c)     “Quando os adultos não querem ser incomodados, mandam as crianças ir assistir à televisão.”
d)    “Também os doces que aparecem anunciados na televisão não têm gosto de coisa alguma.”

D4. Inferir uma informação implícita no texto
Texto 02 – O bicho – ( Manuel Bandeira )
Vi ontem um bicho,
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos

Quando achava alguma coisa
Não examinava, nem cheirava,
Engolia com voracidade.
O bicho não um cão
Não era um gato
Não era um rato

O bicho , meu Deus, era um homem.
Questão  O que motivou o bicho a catar restos foi:
a)    a imundície do pátio
b)    o cheiro da comida
c)     a própria fome
d)    a amizade pelo cão

D5. Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.

Texto 03 – O império da vaidade

     Você sabe por que a televisão, a publicidade, o cinema e os jornais defendem os músculos torneados, as vitaminas milagrosas, as modelos longilíneas e as academias de ginástica? Porque tudo isso dá dinheiro. Sabe por que ninguém fala do afeto e do respeito entre duas pessoas comuns, mesmo meio gordas, um pouco feias, que fazem piquenique na praia? Porque isso não dá dinheiro para os negociantes, mas dá prazer para os participantes.
     O prazer é físico, independentemente do físico que se tenha: namorar, tomar mil – shake, sentir o sol na pele, carregar o filho no colo, andar descalço, ficar em casa sem fazer nada. Os melhores prazeres são de graça – a conversa com o amigo, o cheiro do jasmim, a rua vazia de madrugada -, e a humanidade sempre gostou de conviver com eles. Comer uma feijoada com os amigos, tomar uma caipirinha no sábado também é uma grande pedida. Ter um momento de prazer é compensar muitos momentos de desprazer. Relaxar, descansar, despreocupar – se, desligar – se da competição, da áspera luta pela vida, isso é prazer.
     Mas vivemos num mundo onde relaxar e desligar – se se tornou um problema. O prazer gratuito, espontâneo, está cada vez mais difícil. O que importa, o que vale, é o prazer que se compra e se exibe, o que não deixa de ser um aspecto da competição. Estamos submetidos a uma cultura atroz, que quer fazer – nos infelizes, ansiosos, neuróticos. As filhas precisam ser Xuxas, as namoradas precisam ser modelos que desfilam em Paris, os homens não podem assumir sua idade.
     Não vivemos a ditadura do corpo, mas seu contrário: um massacre da indústria e do comercio. Querem que sintamos culpa quando nossa silhueta fica um pouco mais gorda, não porque querem que sejamos mais saudáveis, mas porque, se não ficarmos angustiados, não faremos mais regimes, não compraremos mais produtos dietéticos, nem produtos de beleza, nem roupas e mais roupas. Precisam da nossa impotência, da nossa insegurança, da nossa angústia.
( Paulo Moreira Leite )
Questão – O autor pretende influenciar os leitores para que eles:
a)    evitem todos os prazeres cuja obtenção depende de dinheiro
b)    excluam de sua vida todas as atividades incentivadas pela mídia.
c)     fiquem mais em casa e voltem a fazer os programas de antigamente.
d)    sejam mais críticos em relação ao incentivo do consumo pela mídia.

D10. Identificar o tema de um texto                                                                                                       Texto 04– No mundo dos sinais
     Sob o sol de fogo, os mandacarus se erguem, cheios de espinhos. Mulungus e aroeiras expõem seus galhos queimados e retorcidos, sem folhas, sem flores, sem frutos.
     Sinais de seca brava, terrível!
     Clareia o dia. O boiadeiro toca o berrante, chamando os companheiros e o gado.
     Toque de saída. Toque de estrada.
     Lá vão eles, deixando no estradão as marcas de sua passagem.
( TV Cultura, Jornal do Telecurso )
Questão – A opinião do autor em relação ao fato comentado está em:
a)    “os mandacarus se erguem”
b)    “aroeiras expõem seus galhos”
c)     sinais de seca brava, terrível
d)    “toque de saída, toque de estrada”



D7. Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros                                                                         Texto 05 – Mente quieta, corpo saudável
     A meditação ajuda a controlar a ansiedade e a aliviar a dor? Ao que tudo indica, sim. Nessas duas áreas os cientistas encontraram as maiores evidencias da ação terapêutica da meditação, medida em dezenas de pesquisas. Nos últimos 24 anos, só a clinica de redução do estresse da Universidade de Massachusetts monitorou 14 mil portadores de câncer, aids, dor crônica e complicações gástricas. Os técnicos descobriram que, submetidos a sessões de meditação que alteraram o foco da sua atenção, os pacientes reduziram o nível de ansiedade e diminuíram ou abandonaram o uso de analgésico.
( Revista Superinteressante, outubro de 2003 )
 Questão – O texto tem por finalidade:
a)    criticar
b)    conscientizar
c)     denunciar
d)     informar

D14 – Identificar a tese de um texto                                                                                                            Texto 06 – O ouro da biotecnologia
     Até os bebês sabem que o patrimônio natural do Brasil é imenso. Regiões como a Amazônia, o Pantanal e a Mata Atlântica – ou o que restou dela – são invejados no mundo todo por sua biodiversidade. Até mesmo ecossistemas como o do cerrado e o da caatinga têm mais riqueza de fauna e de flora do que se costuma pensar. A quantidade de água doce, madeira, minérios e outros bens naturais é amplamente citada nas escolas, nos jornais e nas conversas. O problema é que tal exaltação ufanista (“Abençoado por Deus e bonito por natureza”) é diretamente proporcional à desatenção e ao desconhecimento que ainda vigoram sobre essas riquezas.
     Estamos entrando numa era em que, muito mais do que nos tempos coloniais (quando pau-brasil, ouro, borracha,etc. eram levados em estado bruto para a Europa), a exploração comercial da natureza deu um salto de intensidade e refinamento. Essa revolução tem um nome: biotecnologia. Com ela, a Amazônia, por exemplo, deixará em breve de ser uma enorme fonte “potencial” de alimentos, cosméticos, remédios e outros subprodutos: ela o será de fato – e de forma sustentável. Outro exemplo: os créditos de carbono, que terão de ser comprados do Brasil por países que poluem mais do que podem, poderão significar forte entrada de divisas.
     Com sua pesquisa carente, indefinição quanto à legislação e dificuldades nas questões de patenteamento, o Brasil não consegue transformar essa riqueza natural em riqueza financeira. Diversos produtos autóctones, como o cupuaçu, já foram registrados por estrangeiros – que nos obrigarão a pagar pelo uso de um bem original daqui, caso queiramos ( e saibamos) produzir algo em escala com ele. Além disso, a biopirataria segue crescente. Até mesmo os índios deixam que plantas e animais sejam levados ilegalmente para o exterior, onde provavelmente serão vendidos a peso de ouro. Resumo da questão: ou o Brasil acorda para a nova realidade econômica global, ou continuará perdendo dinheiro como fruta no chão.
( Daniel Piza. O Estado de S. Paulo)
Questão – O texto defende a tese de que:
a)    a Amazônia é fonte “potencial de riquezas”
b)    o Brasil desconhece o valor de seus bens naturais
c)     as plantas e os animais são levado ilegalmente
d)    os bens naturais são citados na escola




D26. Estabelecer relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá – las
Texto 07 – O namoro na adolescência  ( Marta Suplicy )
     Um namoro, para acontecer de forma positiva, precisa de vários ingredientes: a começar pela família, que não seja muito rígida e atrasada nos seus valores, seja conversável, e, ao mesmo tempo, tenha limites muito claros de comportamento. O adolescente precisa disto, para se sentir seguro. O outro aspecto tem a ver com o próprio adolescente e suas condições internas, que determinarão suas necessidades e a própria escolha. São fatores inconscientes, que fazem com que a Mariazinha se encante com o jeito tímido do João e não dê pelota para o herói da turma, o Mário. Aspectos situacionais, como a relação harmoniosa ou não entre os pais do adolescente, também influenciarão o seu namoro. Um relacionamento em que um dos parceiros vem de um lar em crise, é, de saída , dose de leão para o outro, que passa a ser utilizado como anteparo de todas as dores e frustrações. Geralmente, esta carga é demais para o outro parceiro, que também enfrenta suas crises pelas próprias condições de adolescente. Entrar em contato com a outra pessoa, senti – la, ouvi- la, depender dela afetivamente e, ao mesmo tempo, não massacra – la de exigências, e não ter medo de se entregar, é tarefa difícil em qualquer idade. Mas é assim que começa este aprendizado de relacionar – se afetivamente e que vai durar a vida toda.
Questão – Para um namoro acontecer de forma positiva, o adolescente precisa de apoio da família. O argumento que defende essa idéia é:
a)    a família é o anteparo das frustrações
b)    a família tem uma relação harmoniosa
c)     o adolescente segue o exemplo da família
d)    o apoio da família dá segurança

D27. Diferenciar as partes principais das secundárias em um texto                                                                Texto 08 – Animais no espaço
     Vários animais viajaram pelo espaço como astronautas.
     Os russos já usaram cachorros em suas experiências. Ele têm o sistema cardíaco parecido com o dos seres humanos. Estudando o que acontece com eles, os cientistas descobrem quais problemas podem acontecer com as pessoas.
     A cadela Laika, tripulante da Sputnik –2, foi o primeiro ser vivo a ir ao espaço, em novembro de 1957, quatro anos antes do primeiro homem, o astronauta Gagarin.
     Os norte-americanos gostam de fazer experiências cientificas espaciais com macacos, pois o corpo deles se parece com o humano. O chimpanzé é o preferido porque é inteligente e convive melhor com o homem do que as outras espécies de macacos. Ele aprende a comer alimentos sintéticos e não se incomoda com a roupa espacial.
     Além disso, os macacos são treinados e podem fazer tarefas a bordo, como acionar os comandos das naves, quando as luzes coloridas acendem no painel, por exemplo.
     Enos foi o mais famoso macaco a viajar para o espaço, em novembro de 1961, a bordo da nave Mecury/Atlas 5. A nave de Enos teve problemas, mas ele voltou são e salvo, depois de ter trabalhado direitinho. Seu único erro foi ter comido muito depressa as pastilhas de banana durante as refeições.
( Folha de S. Paulo, 26 de janeiro de 1996 )
Questão – No texto “Animais no espaço”, uma das informações principais é:
a)    “A cadela Laika foi o primeiro ser vivo a ir ao espaço”
b)    “Os russos já usavam cachorros em sua experiência”
c)     Vários animais viajaram pelo espaço como astronautas
d)    “Enos foi o mais famoso macaco a viajar para o espaço”

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