domingo, 6 de janeiro de 2013

Gênero Textual: Fábula




Assunto: Fábulas

     É um tipo de texto que fala dos vícios, dos erros dos homens, bem como das virtudes, das boas qualidades, podendo apresentar tudo isso em animais.
     A fábula é muito antiga na história da humanidade e é herança da tradição popular.Muitos escritores dedicaram – se às fábulas, mas três ficaram mundialmente famosos: o grego Esopo, o latino Fedro e o francês Jean de La Fontaine, e no Brasil, merece destaque o escritor Monteiro Lobato
     A fábula também costuma apresentar, no final da história, um pensamento, um ensinamento. Esse pensamento é a moral da fábula, que critica um certo tipo de pessoa, seu comportamento, modo de viver,etc.
     Algumas fábulas: A formiga e a cigarra
                                 O lobo e o cordeiro
                                 A galinha e os ovos de ouro
                                 Os dois amigos e o urso
                                 O leão e o rato
                                 O carvalho e o caniço
                                 O gato e o velho rato

Texto: O ratinho, o gato e o galo
( Monteiro Lobato )

     Certa manhã um ratinho saiu do buraco pela primeira vez.Queria conhecer o mundo e travar relações com tanta coisa bonita de que falavam seus amigos.
     Admirou a luz do sol, o verdor das árvores, a correnteza dos ribeirões, a habitação dos homens. E acabou penetrando no quintal duma casa da roça.
     __ Sim senhor! É interessante isto!
     Examinou tudo minuciosamente, farejou a tulha de milho e a estrebaria. Em seguida notou no terreiro um certo animal de belo pêlo que dormia sossegado ao sol. Aproximou – se dele e farejou – o sem receio nenhum.
     Nisto aparece um galo, que bate as asas e canta.
     O ratinho por um triz que não morreu de susto. Arrepiou – se todo e disparou como um raio para a toca. Lá contou à mamãe as aventuras do passeio.
     __ Observei muita coisa interessante __ disse ele __ mas nada me impressionou tanto como dois animais que vi no terreiro. Um, de pêlo macio e ar bondoso, seduziu – me logo. Devia ser um desses bons amigos da nossa gente, e lamentei que estivesse a dormir, impedindo – me assim cumprimentá – lo. O outro... Aí, que ainda me bate o coração! O outro era uma bicho feroz, de penas amarelas, bico pontudo, crista vermelha e aspecto ameaçador. Bateu as asas barulhentamente, abriu o bico e soltou um có – ri – có- có tamanho que quase caí de costas. Fugi.
Fugi com quantas pernas tinha, percebendo que devia ser o famoso gato que tamanha destruição faz no nosso povo.
     A mamãe – rata assustou – se e disse:
     __Como te enganas, meu filho! O bicho de pêlo macio e ar bondoso é que é o terrível gato. O outro, barulhento e espaventado, de olhar feroz e crista rubra, o outro, filhinho, é o galo, uma ave que nunca nos fez mal nenhum. As aparências enganam. Aproveita, pois, a lição e fica sabendo que : Quem vê cara não vê coração.

Estudo do texto
1. Baseando – se na aparência dos animais, o ratinho chegou a conclusão. Quais são elas?
a)O gato dormia sossegado; tinha pêlo macio e ar bondoso.
Conclusão:

b) O galo tinha aspecto ameaçador: bateu as asas barulhentamente e cantou alto.
Conclusão:

2. Por que o ratinho chegou a conclusões erradas? Marque sua resposta.
a) Nunca tinha saído sozinho.            b) Não ouviu os conselhos da mãe.
c) Baseou – se apenas nas aparências.  d)Teve medo do galo.

3. A mãe ensinou a lição: “Quem vê cara não vê coração.” Ela quer dizer que o “coração” de cada animal é diferente da “cara” que mostra. Como ela define o “coração” do gato? E o do gato?

4. Para ensinar ao filho que uma “cara “ desagradável pode esconder um bom e belo “coração”, a mãe– rata poderia dizer um dos dois provérbios .
Explique  o significado de cada um , responda a tarefa em seu caderno.
a)    Quem ama o feio, bonito lhe parece.
b)    Por fora, sapo repugnante, por dentro, príncipe galante.

5.  Para ensinar ao filho que, debaixo de uma bela “cara” pode esconder – se um mau “coração”, a mãe – rata poderia dizer dois dos provérbios seguintes. Marque – os.
a) Nem tudo o que reluz é ouro.
b) Ninguém está contente com a sua sorte.
c) Por fora, renda de bilro, por dentro, mulambo só.
d) O que os olhos não vêem, o coração não sente.

6. Qual é o objetivo do autor da fábula:
a) contar uma história.                   
b) distrais os leitores.
c) ensinar alguma coisa.                   
d) explicar um provérbio.

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